Finalmente, estavam a caminho. Aquela era a excursão mais esperada do ano e o ônibus seguia pela estrada embalado pelo ritmo animado da música – um tanto desafinada na voz dos alunos, mas mesmo assim, alegre.
- Moro... Num país tropical... abençoado por Deus e bonito por natureza, mas que beleza! Em fevereiro... Em fevereiro tem carnaval...
Fernanda estava longe daquela cantoria. Apreciava a paisagem, absorta em seus pensamentos. De vez em quando fazia algumas anotações em seu caderno de poemas, descrevendo tudo o que via de interessante pelo caminho e associava pensamentos às descrições. Ela era assim. Gostava de inventar poemas, misturar situações do dia com histórias inventadas, era cheia de idéias e gostava de refletir sobre a vida. Não gostava de barulho, por isso procurava ficar longe daquela bagunça que seus amigos estavam aprontando. Mas também não reclamava, apenas fechava-se em seu mundinho de poesia e não incomodava ninguém. O problema era que os outros a incomodavam...
- Fernanda! Para de ser tão CDF. Só fica fazendo essas anotações aí! – Dizia Camila, vizinha de assento de Fernanda. Camila, ao contrário da Fê, adorava uma gritaria, uma festa, uma bagunça. As duas eram muito diferentes, mas eram amigas. Dentro das suas diferenças elas se completavam. – Vem cantar com a gente!
Fernanda deu uma olhada no grupo que ria, que cantava, que aprontava, que fazia bagunça, e fez cara de ‘péssima ideia’.
- Er... Eu acho que prefiro observar as nuvens.
- Ah, mas não vai mesmo! – Fernanda foi literalmente arrastada pelos cabelos por Camila e as duas se juntaram ao resto do grupo.
Algumas horas se passaram até que o ônibus chegasse ao seu destino: União dos Palmares – AL.
Os alunos estavam em União pra visitar o Parque Memorial Do Quilombo de Palmares, para que aprendessem sobre o Quilombo e elaborassem um trabalho de História. Mas muitos dos alunos viam esse passeio como uma brincadeira, uma diversão em grupo. Estavam planejando uma festinha no quarto de alguém aquela noite no hotel em que iam ficar. A festa começaria às dez horas da noite e, se tivessem sorte, terminaria às cinco da manhã. É, aquele ia ser um passeio e tanto...
Fernanda fora convidada por Camila, que estava metida na organização da festinha, mas só a ideia de que podia ser pega pela coordenadora da excursão, que faria uma ronda nos quartos a meia noite já a assustava. Fora que era total falta de respeito com os reais objetivos da excursão. Não adiantava Camila insistir, ela não iria nem que o gato morto cantasse.
Chegando a União, o ônibus dirigiu-se ao hotel para que os alunos deixassem suas malas e almoçassem, pois logo mais, iriam partir para o Quilombo. Na mesa do almoço, Fernanda, Camila, Pedro e Tiago conversavam:
- Eu estou louca para conhecer o Parque, dizem que é muito interessante...! – Declarou Camila.
- Tá maluca é? – disse Pedro parando para engolir o arroz com feijão que havia ingerido. – Isso vai ser a maior chatice! Estou até pensando em ficar no hotel.
- E temos essa opção? – Interveio Tiago.
- Não, mas quem sabe eu não dou um jeito de me esconder até o ônibus partir.
- Ai, meu Deus, Pedro. É obvio que isso não ia dar certo, né, seu cabeça-oca! A coordenadora faz chamada antes de o ônibus ir, é capaz de matá-la do coração se você não estiver presente...
- Olha, que matá-la do coração não é uma má ideia... – Pedro disse quase sussurrando, pois nesse exato momento a coordenadora rabugenta passava bem ao lado da mesa.
- Como você é cruel, Pedro! – Disse Camila sarcasticamente e todos caíram na risada.
Saíram do hotel às três da tarde em direção ao Parque Memorial do Quilombo de Palmares. Subiram a Serra da Barriga e enfim chegaram.
- Começou a chatice... – Pedro deixou escapar o comentário para que só os seus amigos ouvissem.
Os guias começaram a apresentar o quilombo, sua história, e cada canto, cada pedacinho de terra. Camila, Fernanda e Tiago achavam tudo muito interessante, menos Pedro que continuava com a teimosia de que aquilo era perda de tempo. Deu cinco horas da tarde, começava a escurecer.
- Pois é pessoal, – dizia o guia da excursão – chegamos ao final do nosso passeio, mas eu guardei o melhor para o final. – atrás dele tinha uma ladeira enorme de barro, com algumas curvas e cheia de pedrinhas que se alguém escorregasse tinha duas opções: ou morria ou se estatelava todinho e quebrava todos os ossos, sem falar na pele em carne viva.
- Ah, que legal! Uma ladeira da morte! – Gritou Pedro lá de trás, todos deram risadinhas abafadas, até o próprio guia, mas Pedro logo foi repreendido por um dos professores que nos acompanhava na excursão.
- Não, não... A surpresa está lá embaixo. Descendo a ladeira vamos visitar o que é, na minha opinião, um dos lugares mais bonitos e misteriosos de todo o quilombo. Chamamos de Espaço Aqualtune. É chamado assim porque... – e começou a explicar sobre o espaço enquanto todos desciam.
O guia falava todo animado. Enquanto passavam, alguns quilombolas que moravam em casinhas rústicas espalhadas pelo quilombo ficavam olhando lá de cima do morro, encarando os que desciam. Fernanda notou todos aqueles olhares. Eles não pareciam amigáveis, alguns eram preocupados, outros eram raivosos. Seria para o grupo todos aqueles olhares? Será que eles estavam fazendo algo de errado? O que será que tinha lá embaixo que parecia tão proibido?
domingo, 20 de junho de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
~* Antes de tudo, mais dois poemas...

Já que estou entrando na onda de poemas, vou postar mais dois, de minha autoria dessa vez. Sei que 'poema' não é o tema principal do blog, mas de vez em quando, quem sabe, alguns poemas para distrair um pouco dos conto. :D
Poema I
Anjos Caídos
O brilho da lua cegou meus olhos
A brisa gelada afagou meu rosto
Minha visão embanhada em lágrimas
Que caiam lentamente
Como anjos caídos
Num doce sonho
Tempestades e relâmpagos vieram
Pude ver da janela do meu quarto
Subiam e desciam raios e trovões
Que se encontravam num mar de sons
Como anjos caídos
De um doce sonho
Esperava que alguém pudesse me encontrar
Me tirar daquele quarto,
Daquele clima medonho
Que pudesse cair e junto me levar
Para um mundo estranho
Como um anjo caindo
Em um doce sonho
Poema II
Escuridão
Vejo seus olhos na escuridão
Sinto teu toque na minha mão
Um doce suspiro, um respirar
Damos um passo sem pensar
Temos cuidado a cada passo
Cairemos com um passo errado
É agoniante a sensação
De estar preso na escuridão
Se corremos, tropeçamos
Tropeçando nós caímos
E então nos levantamos
E vamos seguindo
E seguindo nós iremos
Uma chance nós teremos
Cruzando os caminhos
Encontrando o destino
E o destino nós fazemos...
É, poema não é o meu forte, mas.. eu tento, né! rsrs :D
Comentários?
quarta-feira, 5 de maio de 2010
~* Antes de tudo, dois poemas:
Gostaria de começar com dois poemas que eu amo...
1º os poemas não são de minha autoria;
2º O primeiro poema é uma musica japonesa traduzida e o segundo é um poema japones traduzido também.
Poema I:
1º os poemas não são de minha autoria;
2º O primeiro poema é uma musica japonesa traduzida e o segundo é um poema japones traduzido também.
Poema I:
Rinne Rondo ~*~ (nome original da música)
Se as pétalas da rosa branca
Abrem-se uma a uma
As memórias daquele dia
Se colorirão
Como se seguisse um cordão brilhante
O tempo flui calmamente
Enquanto elas vão e voltam
Levadas pela maré,
As pessoas renascem.
Seu sorriso é o calor
Que derrete em meu peito
Como um doce sonho
Que eu tive em algum lugar
Mesmo que você esteja
Tomada pelo sol poente,
Nossas sombras se sobrepõem
Distante e sem futuro
Profundo e sem limite
Como destinos que se cruzam
Eu as agarrei de novo e de novo,
E as perdi de novo e de novo
As vezes em que nós finalmente
Pudemos nos encontrar
Assim como o céu anseia por sangue
As flores esperam pela chuva
E a noite implora pela manhã
Eu ansiei tanto
Para que dois corações
Se tornassem um só
Quando as pétalas da rosa branca
Se dispersam uma a uma
Nosso amor transforma-se
Em eternidade...
Ele não faz muito sentido, mas é exatamente por isso que gosto dele :D
Os autores: Takuya Sakamoto e Naoya Sakamoto
Música de abertura de Vampire Knight Guilty (Rinne Rondo)
Poema II
Arco-íris
Libertando um lindo arranjo de luz
Em sete cores diferentes
Um arco-íris dança por um mundo
Desconhecido
A fim de ver este sorriso gracioso
Eu desisto de tudo
Mas, ó, arco-íris
Você ainda é uma ilusão
A distância entre nós
Permanece não alterada
Para sempre
Ah arco-íris
Arco-íris...
Eu desperto em minha cidade natal
Não me permitindo voltar
A estrada na minha frente...
É um mar de lágrimas?
Ou de tristeza?
Ou é o fim da terra do desespero?
Mas não me sentirei arrependida
Mesmo sentindo como se fosse morrer
Enquanto congelo no amargo frio do inverno pálido
Ah, arco-íris
Ó arco-íris,
Meu amado arco-íris
Eu devo estar com você...
Autor deconhecido.
Aparece no anime Strawberry Panic, recitado pela personagem Tamao...
Lindos... não acham?
segunda-feira, 15 de março de 2010
~* Apresentação (II)
Oi, pessoal. Eu sou I., mas postarei como Amu_chan. Acho que ja deu pra perceber, mais ou menos, sobre o que se trata o blog... Aqui, postarei todas as minhas histórias, eu nunca tive coragem de postá-las, mas agora eu... hum... Vou me libertar :D
Enfim, espero que gostem das histórias, por favor, comentem, seja elogio ou crítica, os comentários serão bem vindos, principalmente críticas, pois quero melhorar o meu jeito de escrever...
O blog não tem um objetivo maior, como, ser descoberto por alguem que vá publicar minhas histórias. Não tem um objetivo profissional (era essa a palavra que eu estava procurando), só quero entreter os fãs de contos com algumas história minhas, só isso... entreter... tranportá-los para um mundo mágico... (e lá vou eu com meus devaneios sobre outra dimensão, ah, ignorem) rsrs
Divirtam-se, boa leitura!
Enfim, espero que gostem das histórias, por favor, comentem, seja elogio ou crítica, os comentários serão bem vindos, principalmente críticas, pois quero melhorar o meu jeito de escrever...
O blog não tem um objetivo maior, como, ser descoberto por alguem que vá publicar minhas histórias. Não tem um objetivo profissional (era essa a palavra que eu estava procurando), só quero entreter os fãs de contos com algumas história minhas, só isso... entreter... tranportá-los para um mundo mágico... (e lá vou eu com meus devaneios sobre outra dimensão, ah, ignorem) rsrs
Divirtam-se, boa leitura!
~* Apresentação (I)
Gosta de histórias? Sejam elas, sobrenaturais, realistas, de aventura, romance, comédia, ficção? Bem, então seja bem-vindo a Magical World, o 'mundo' onde a imaginação não tem limites. Conheça as histórias de uma garota de 12 anos (quase 13 tá!), que vive num mundo de sonhos e fantasia, e que não se envergonha de dizer que acredita em fadas e em outras criaturas místicas. Que inventa contos pra se divertir e aproveitar o resto que tem de infância.
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